domingo, 5 de abril de 2009

Educação Especial na Cidade em que Leciono...

Trabalho no Município de Araricá, um município pequeno do Vale dos sinos, onde a Educação Especial também tem seu atendimento de acordo com a Legislação, ainda que não seja totalmente satisfatório. Logo que a legislação vigente começou a cobrar a adequação no atendimento de alunos deficientes em escolas públicas, nossa cidade, através da Secretaria de Educação, promoveu no Município um Seminário Municipal sobre Inclusão Social, para colocar professores, pais e alunos a par da necessidade do atendimento de alunos especiais, tanto no âmbito legal, quanto no social. O Seminário, na época causou muitos rumores, uma má aceitação por parte dos professores, que achavam que não estariam qualificados para atender estes alunos, sem formação técnica necessária. Fui uma das professoras que achava que não teria formação para atender estes alunos. Como não aceitei o fato de não estar preparada para atender alunos espaciais, fui em busca de meu próprio aprimoramento. Entrei em contato com a Secretaria de Educação e pedi um curso para atender a essa falha. Nesta época participei do Seminário Internacional de Inclusão, Promovido pela FEEVALE, com as custas pagas pela Secretaria de Educação. Consegui um pouco mais entendimento para abraçar essa questão de atender alunos com dificuldades especiais. Mas posso dizer que meu aprendizado veio mesmo com o convívio direto com estes alunos. Hoje digo, que a educação especial é algo possível, que gera uma humanização, um aprendizado, que não foca apenas o aprendizado em si só, mas nas conquistas possíveis que os seres humanos são capazes de alcançar, mesmo possuindo limitações. Outro grande aprendizado que obtive com esta experiência foi de buscar o que de fato desejo como professor. Achei que não estava prepara para essa situação, então fui buscar uma melhor preparação, isso é o papel do professor, estar sempre preparado para os seus alunos, temos uma legislação que nos defende para isso, só precisamos ir a busca dela.
Na cidade em que trabalho, a educação especial, atende estes alunos conforme a legislação, atendendo estes alunos nas mesmas condições dos demais, apenas com uma diferenciação no atendimento direto, já que dependendo do diagnóstico deste aluno, é destinado um professor extra para o atendimento na turma em que este aluno está matriculado. Não há uma equipe própria para um atendimento extracurricular (fonoaudiólogo, psicólogos e médicos, etc), neste caso os pais precisam ir a busca deste apoio. A escola tem como finalidade de promover o atendimento social e educativo básico para esse aluno, apenas isso. Para um atendimento mais específico, caberá aos pais buscarem fora da escola e do horário escolar. Os professores, que possuem uma qualificação específica, ganham 30% de adicionais de salário, para o atendimento destes alunos, mas são pouquíssimos professores no município com essa situação. Não há muitos casos de alunos com deficiências visuais e auditivas, já que não há profissionais para esse atendimento no município, sedo estes alunos encaminhados para outros municípios que tenham esse atendimento e que fizeram parceria com nosso município. Quanto a deficiências motoras, mentais, intelectuais, psicológicos e sociais o atendimento é mais comum nas escolas, com um número bastante significativo.

Um comentário:

Simone disse...

Ótimo depoimento Pati! Seria interessante destacar quais os movimentos da tua escola estão a frente do que propõe a legislação e o que ainda precisa ser feito, na tua opinião. Dessa forma, fazes um link entre as leituras e a tua realidade escolar. Abração, Sibicca